Arquivo mensal: fevereiro 2010

Paralelo 45

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A nostalgia da nostalgia.
A dor de lembrar da dor e de não ter como senti-la. Congelamento de sentidos.

O inverno que tempera a alma; descanso e alívio dos nervos.
Perder a vergonha de aprender a ser só.

Ter a sorte de ser transpassada pela espada do Norte.
Crescer em quatro tempos e ser tudo o que se quer.

Quando do verão, despojar-se como o outono.
No inverno, explodir a primavera com a potência de mil sóis num quarto escuro.

Em ti, em mim: pontos cardeais e coordenadas que se fundem em redemoinhos, espirais e suspiros.

Era uma vez em Barcelona

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Fim de tarde do dia 20 de janeiro de 2007. Com meu espanhol que um dia havia sido bom, confesso que suei as mãos diante dos olhares catalães, naquele sábado de inverno. Mas segui até o fim. O Lula nem deve ter sonhado que sua foto ilustrava o cartão-convite daquele encontro. Sua imagem, popularíssima na Europa, bastou para despertar a curiosidade dos intelectuais da cidade.

O STAND LATINOAMÉRICA era um laboratório de “reflexión en torno a los procesos de construcción, exhibición y circulación de los imaginarios de lo latinoamericano”. O curador Joaquin Barriendos conheceu-me em Sevilha, durante um Simpósio em que apresentei tese sobre a imagem dos imigrantes na mídia italiana.

No fim, tudo acabou bem e todos se entenderam, entre palestrantes latinos e espanhóis. Em vinho… claro!
stand_latinoamerica_dossier

Tristes Tópicos (citando o projeto do amigo e mexicano Joaquin Br)

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Tem dias
Estranhos
E momentos de pânico
Nada cômicos.
La vita è dura!
A depressão tropical usa lindas máscaras
E dança ao som de uma fugaz alegria carnavalesca…
Mas eu não me sinto obrigada a sorrir agora.
Sinto muito.

www.tristestopicos.org
Um exercício de crítica cultural sobre o imaginário do latinoamericano

Vivendo no Fluxo

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Minha amiga californiana Suzanne Lie autorizou-me a publicar versões em Português para seus lindos e esclarecedores textos. Psicoterapeuta, ela canaliza mensagens dos Arcturianos, fornecendo chaves para a compreensão de nossa mente e consciência.
Obrigada, Sue!

Vivendo no Fluxo
Agora que o nosso planeta ficou mais quadridimensional, e nossa consciência passou a ser mais pentadimensional, muitos dentre nós estão compreendendo que há uma intensa polarização de energias, opiniões, pessoas e nações. Essa polarização procede de vastas e diferentes visões de mundo, as quais, por sua vez, criam versões extremamente distintas da realidade dentro da mesma localidade tempo/espaço.

A razão para tal polarização é que alguns deram passos atrás para experimentar o mundo do passado, já que o futuro iminente parece tão estranho que ficamos com medo dele. Devido ao medo, procuramos retornar àquilo que tem sido sempre familiar em uma tentativa de aliviar nossa ansiedade. No entanto, o sentimento que está no ar é o maior medo de todos: o medo do desconhecido. Logo, nós voltamo-nos ao conhecido. Voltamos ao que foi, pois o que vem vindo parece tão diferente que provoca medo.

Outros cansaram há muito do jogo da 3D (da terceira dimensão). Estão começando a acordar da nossa ilusão e a lembrar que começaram a jogar o “3D Game”, o qual aprendemos a vencer. E como vencemos esse jogo? Alguns podem pensar que ganhar é permanecer vivo e, de maneira tenaz, manter sob controle a velha Matrix da terceira dimensão. Aqueles entre nós que estão liberando ilusões compreendem que vencer significa deixar ir e render-se ao FLUXO da UNIDADE, a qual mistura todo o “tempo” ao AGORA.

Uma vez no FLUXO, nós rapidamente cansamos de trabalhar arduamente e enriquecer, de nos tornarmos poderosos e famosos, e nos cansamos do que quer que impressione as “outras” pessoas. Enquanto nossa consciência entra cada vez mais na quinta dimensão, nós começamos a quebrar os confins de tempo e espaço da 3D, e facilmente lembramos nossas realidades em outros tempos, lugares, planetas, galáxias e dimensões. Nós lembramos também de nossas vidas “entre” encarnações.

Por causa dessa lembrança, estamos sentido um desapego crescente do drama físico. Estamos entendendo que viver no FLUXO é mais preenchedor do que fazer por tentativas e “trabalhar”. Uma por uma, cada alma/SELF está sendo integrada ao ego, de modo que nossas veias terrestres estão sendo capitaneadas por nossa alma. Nossa alma não resiste ao FLUXO, assim como não é separada nem limitada pelas ilusões e programações do nosso ego. Portanto, nossa Alma é capaz de manter uma compaixão desapegada pelos outros, assim como pelo nosso próprio ego/self.

Sob a tutela da Alma, nosso ego está aprendendo que o melhor modo de assegurar uma transição suave junto à nossa nova realidade é gradualmente compreender as ilusões de separação e limitação. Ilusões são feitas de padrões de crença, de crença de que estamos separados e, portanto, limitados – o que nós mantém juntos nas ilusões da terceira dimensão. Quanto mais de nós liberamos nossas velhas crenças, mais a matriz das ilusões da 3D começa a decair.

Além disso, a Terra está entrando mais e mais na quarta dimensão, e a freqüência média do planeta está crescendo, o que também causa a decadência das ilusões da 3D. Para manter as ilusões, é necessário que exista emoção e também matéria. Como a freqüência do planeta está em crescimento, há menos matéria porque há mais luz. É como o gelo derretendo. O gelo é a freqüência mais baixa do vapor de água. Emoção é a freqüência mais baixa da criação, e matéria é a freqüência mais baixa do pensamento.

É a emoção, antes do medo, trabalhando com a matéria, que cria a ilusão. A matéria é necessária para a ilusão, assim como a seda o é para a teia da ilusão. A terceira dimensão é o campo da ilusão, por ser o video game da Separação e Limitação em 3D.

Mais e mais de nós estamos tendo experiências multidimensionais, nas quais simultaneamente experimentamos diversas dimensões ou realidades. Nesses momentos de presença no AGORA, estamos simultaneamente em mais de um lugar, um tempo, uma realidade, ou uma dimensão.

De fato, nosso SELF está começando a se sentir como um estádio. Este estádio está preenchido até o topo com vários fragmentos do nosso SELF Multidimensional, o qual também constitui o estádio, assim como a inteira audiência assistindo ao jogo que está sendo jogado, por fragmentos mais do nosso SELF, no chão do nosso estádio.

Mensagem Original aqui