Arquivo mensal: abril 2010

Um Raio na Escuridão

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É raro alguém conseguir explicar de forma clara ao público leigo o que é a tão comentada física quântica, e ainda falar de energia, ciência e espiritualidade, sem parecer monótono ou prosélito, em um programa de TV. O engenheiro e escritor italiano Fabio Marchesi conseguiu isso. Assistindo às suas entrevistas, não dá nem para piscar.

Traduzo e reproduzo algumas de suas frases, transmitidas através de  programas da televisão italiana, a exemplo do Millennjum TV Reality…nel Mistero! Vale a pena ler e refletir.

Nosso cérebro é feito de dois hemisférios: aquele definido lógico, racional e masculino; e aquele feminino, ligado à imaginação e à espiritualidade. Nossa racionalidade obteve nos últimos 50 anos um desenvolvimento muito veloz, enquanto a nossa espiritualidade encontra-se parada há cerca de dois ou mil anos, de quando datam as últimas grandes religiões, como o cristianismo e o islamismo. Não percebemos, mas é como se usássemos somente metade do nosso cérebro no conhecimento.

Visto que as religiões nascem com a pretensão da verdade absoluta, não sendo prevista nenhuma possibilidade de mudança, nos encontramos, do ponto de vista da racionalidade e da tecnologia, muito evoluídos, mas com uma realidade da espiritualidade estacionada.
Como espiritualidade, entendo a relação que cada um de nós tem com o invisível. E a racionalidade, como a relação com o visível.

O problema da evolução do homem é que ele não se dá conta de ser limitado. Pensa que é perfeito.

Há pessoas que acreditam que os princípios da física quântica valham somente para prótons, elétrons, e não para a vida cotidiana. Que, por exemplo, dois fótons podem ser telepáticos, mas que isso não pode valer para seres humanos, para o macrocosmo.

O conceito de espaço vazio não existe. Na verdade, os objetos e as pessoas, tudo, têm, no espaço, uma extensão do próprio campo, em todo o universo. Isso faz com que tudo interaja com tudo. É demonstrado que, quando duas pessoas, ou duas células, ou estruturas da matéria, compartilham o mesmo campo (mesmo em pontos “distantes” uma da outra), aquilo que acontece a uma, interfere na outra. Isso já foi demonstrado com os chamados  fótons telepatas, que parecem separados no espaço, mas não o são, devido ao fenômeno do entanglament (entrelaçamento).

Fabio Paolo Marchesi escreveu seis livros. Alguns contam com edição em português, como Eu Escolho Eu Quero Eu Sou.  Fabio está procurando uma editora brasileira interessada em publicar suas obras. Se alguém souber de algo, entre em contato.

Momentaneamente Infinito

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Que tudo passa e que tudo sempre passará, já sabemos, pelo menos, desde os 80 (Lulu Santos).

De que o rio sempre vai dar no mar também somos conscientes, conforme bem lembrado por Robert Plant em Ten Years Gone.

Outra lição vinda das profundezas do oceano, observado com os olhos da alma pelos ingleses, é a lei do eterno retorno. A onda que quebra é simplesmente a mesma que foi arrastada. O mar parece infinito não por causa de aspectos quantitativos, e sim pelo seu vai-e-vem que renova a cada instante o mesmo elemento.

O movimento que repercute incessamente, no mar, no fluxo sanguíneo alimentando o coração de cada organismo vivo e no pulsar atômico das inúmeras partículas que compõem a matéria é o mesmo da tua respiração. É o alento cósmico que dá vida ao Big Bang. Inspiração e expiração. Interiorização e expansão. Dar é receber. Nessa dança quântica, aquilo que é observado é um reflexo do observador.

Todos estamos inseridos dentro desse fluxo incansável. Somos o fluxo, momentâneo e eterno. Clarice Lispector resumiu o paradoxo dessa flagrante realidade em uma única frase, iluminando a literatura brasileira: A eternidade é o estado das coisas neste momento.

Nossos pensamentos e sentimentos repercutem pelo espaço e retornam à origem.

O universo desconhece rigidez ou isolamento. Abundantemente, fluxo e refluxo continuam abrindo espaço em direção ao infinito através de nós – criadores de emoções, pensamentos e relações, e ainda cálices receptores das consequentes repercussões.

Orquestra Celestial

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Você sabia que a Nasa disponibiliza na internet gravações do som registrado pelos seus equipamentos enviados ao espaço – ou seja, o som das esferas? Se eu não acreditasse na existência de consciências em outros planetas, mudaria de ideia ao ouvir tais vibrações.

Um dos registros captados na atmosfera de Júpiter, de 1990, guarda surpreendente semelhança com o milenar mantra OM e com a nota do Didgeridoo, aquele instrumento sagrado dos aborígenes australianos, já largamente utilizado por ocidentais na musicoterapia para reduzir a ansiedade e o estresse.

Existem várias versões do OM: uma delas apresenta um ruído de fundo parecido com um outro registro sonoro captado pela Galileo durante suas aventuras pelo sistema solar.

Ouça você mesmo e tire suas próprias conclusões.

Faça pesquisas na página de áudios da Nasa.

Qualquer semelhança não é mera coincidência.