Arquivo mensal: maio 2010

Liberdade de Expressão

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A metáfora é a linguagem da unidade, onde os hemisférios direito e esquerdo se unem criando uma realidade a partir do imaginário.
A metáfora desconhece limites.  Ela tudo pode.  É a possibilidade da criação sem amarras. Drible e arrancada, derruba qualquer censura.

O que seria de mim se não pudesse usar metáforas quando escrevo?
Não poderia ser nem uma semente de mostarda, nem o buraco no fundo de uma agulha, nem mesmo uma lamparina ou uma virgem.

Graças à metáfora, monto em meu unicórnio e experimento cada paisagem que crio.
A metáfora é o que torna este mundo – abarrotado de palavras e vazio de sentido – digerível e dirigível para mim.

São as asas invisíveis da minha alma poetisa.

A Firmeza da Ternura

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O  ato de expulsar os vendilhões do templo, executado com firmeza e decisão, há dois mil anos, em uma cidade repleta de ricos mercadores, pobres viúvas e vaidosos sacerdotes da lei, não contradiz em nada a função da Luz. A espada etérica do discernimento constitui um precioso instrumento de Amor dos Trabalhadores da Luz, não para matar ou ferir, mas para separar aquilo que é bom da erva daninha.

Mistérios no lugar de Segredos

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Se fossem aceitos pelo Vaticano, os textos apócrifos surgiriam como furacões de força desconhecida, podendo causar uma hecatombe na moral da high society.

Descoberto na cidade de Akhmin, no Egito, em 1896, e adquirido, no Cairo, pelo pesquisador alemão Carl Reinhardt, o chamado Evangelho de Maria – ou Evangelho de Maria Madalena – possui um conteúdo esclarecedor e, ao mesmo tempo, inquietante. Escrito em dialeto copta egípcio, em um papiro, ficou datado entre os séculos III e V. O texto, infelizmente, estava incompleto, porém possui páginas inteiras.

Reproduzo alguns trechos que podem ser lidos livremente na internet e, o que é o melhor, sem risco de irmos para a fogueira.

O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza. É então que nasce a perturbação em todo o corpo; é por isso que eu vos digo: Estejais em harmonia… Se sois desregrados, inspirai-vos em representações de vossa verdadeira natureza. Que aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça.

O Salvador disse: “Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.”

Jesus disse: “Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado ‘pecado’. Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la à sua origem.”

Pedro disse a Maria: “Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos.”

Maria Madalena respondeu dizendo: “Esclarecerei a vós o que está oculto”. E ela começou a falar essas palavras: “Eu”, disse ela, “eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: ‘Mestre, apareceste-me hoje numa visão’. Ele respondeu e me disse: ‘Bem aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente há um tesouro’. Eu lhe disse: ‘Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou como espírito?’ Jesus respondeu e disse: ‘Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos – assim é quem tem a visão’ “.

descoberto na cidade de Akhmin, Egito, em 1896, e adquirido, no Cairo, pelo pesquisador alemão Carl Reinhardt. Originalmente, ao que parece, tinha 19 páginas, em papiro, escrito em dialeto copta egípcio, datado, imprecisamente, entre os séculos III e V. O texto estava incompleto; faltam as páginas de 1 a 6 e de 11 a 14