Cor de rosa choque

Padrão

Uma das partes mais interessantes da exposição Brasil feminino é o seu desfecho: paredes totalmente cobertas por centenas de post-it cor de rosa, rosa rosa choque – onde os visitantes deixam seus recados. Parabéns a quem teve a ideia primeiro, e também a quem resolveu adotá-la. Toda exposição é um tanto cansativa, algumas mais, outras menos. O visitante pode sair dos jardins da Biblioteca Nacional do Rio com vontade de chegar em casa e pesquisar no google mais detalhes sobre uma das personagens ali apresentadas e pouco conhecidas da maioria. Tipo a arretada Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida como Nísia Floresta Brasileira Augusta, que em pleno século XIX escrevou obras de teor libertário, participou de campanhas abolicionistas e morou em países nos quais publicou obras de análise social, como França e Itália. Deixou o rico marido com quem se casara e, anos depois, foi “morar junto” com um rapaz, em pleno ano de 1828. Já viúva e mãe de dois filhos, passou longas temporadas no exterior, onde teve publicados seus livros plenos de conceitos avançados, como Conselhos à minha filha. Que mulherão.

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